quarta-feira, 17 de março de 2010

Discutindo Educação na Universidade

Caros leitores, segue abaixo a programação de defesa de dissertações de pesquisa de Nível de Mestrado, que acontecerão no mês de Março no Instituto de Ciências da Educação da UFPA. Entre os temas, existem importantes discussões como por exemplo a dissertação sobre o Público e o Privado nas Universidades Públicas, e sobre Gênero e sexualidade no discurso docente: Relações de saber-poder. Entre outros. Confira a programação completa abaixo, com horário e local.
Um abraço!
Att.
Prof. Nairo Bentes
1) *Título: "A docência no curso de licenciatura em física da UFPA: História e gênero." *Mestranda: Maria da Conceição Gemaque de Matos *Data: 23/03/2010 *Horário: 16:00 *Local: Sala de Defesas Profª Odinéia Telles Figueiredo *Banca: Prof. Dr. Paulo Sérgio Almeida Corrêa (Orientador, ICED); Profª. Drª.Ivany Pinto Nascimento(Examinadora, ICED); Prof. Dr. Ruy Guilherme Castro de Almeida (Examinador, UEPA). 2) *Título: “O PÚBLICO E O PRIVADO NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS: análise da fundação de apoio privada FADESP no gerenciamento dos recursos para a UFPA (2004 a 2008)” *Mestranda: Luciana Rodrigues Ferreira *Data: 26/03/2010 *Horário: 15:00 *Local: Auditório do ICED/UFPA *Banca: Prof.ª Dr.ª Vera Lúcia Jacob Chaves (Orientadora, ICED); Prof.ª Dr.ª Rosana Maria de Oliveira Gemaque (Examinadora, ICED); Prof. Dr. João Reis Silva Junior (Examinador, UFSCAR). 3) *Título: “RELAÇÕES SOCIAS NA ESCOLA: representações de alunos negros sobre as relações que estabelecem no espaço escolar” *Mestranda: Nicelma Josenila Brito Soares *Data: 26/03/2010 *Horário: 08:00 *Local: Auditório do ICED/UFPA *Banca: Profª. Drª. Prof.ª Dr.ª Wilma de Nazaré Baía Coelho (Orientadora, ICED); Profª. Drª. Ivany Pinto do Nascimento (Examinadora, ICED); Prof. Dr. Mauro Cezar Coelho (Examinador, IFCH/UFPA). 4) *Título: "Educação do Campo e Saúde na Amazônia: Refletindo sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais no currículo de uma escola do município de Marapanim." *Mestranda: Luana Costa Viana *Data: 26/03/2010 *Horário: 15:00 *Local: Sala de Defesas Profª Odinéia Telles Figueiredo. *Banca: Prof. Dr. Salomão Antônio Mufarrej Hage (Orientador, ICED); Profª. Drª. Elizabeth Teixeira (Examinadora, UEPA); Profª. Drª. Sônia Maria da Silva Araújo (Examinadora, ICED). 5) *Título: "A consolidação da formação do docente pesquisador da pós-graduação da UFPA: O(s) produto(s) científico(s) em foco." *Mestranda: Cinara Ciberia Meireles Bahia *Data: 30/03/2010 *Horário: 09:00 *Local: Auditório do ICED/UFPA *Banca: Prof. Dr. Paulo Sérgio de Almeida Corrêa (Orientador, ICED); Profª. Drª. Ivany Pinto Nascimento (Examinadora, ICED); Prof. Dr. Emmanuel Ribeiro Cunha (Examinador, UEPA). 6) *Título: "Formação Continuada do Professor: Um estudo das contribuições do programa conhecer para acolher para as práticas pedagógicas." *Mestranda: Scheilla de Castro Abbud Vieira *Data: 31/03/2010 *Horário: 09:00 *Local: Auditório do ICED/UFPA *Banca: Profª. Drª. Ivany Pinto Nascimento (Orientadora, ICED); Profª. Drª. Ivanilde Apoluceno de Oliveira (Examinadora, UEPA); Prof. Dr. Genylton Odilon Rêgo da Rocha (Examinador, ICED). 7) *Título: "Gênero e sexualidade no discurso docente: Relações de saber-poder." *Mestranda: Vilma Nonato de Brício *Data: 31/03/2010 *Horário: 15:00 *Local: Sala de Defesas Profª Odinéia Telles Figueiredo *Banca: Profª. Drª. Josenilda Maria Maués da Silva (Orientadora, ICED); Profª. Drª. Flávia Cristina Silveira Lemos (Examinadora, IFCH/UFPA); Prof. Dr. Antonio Otaviano Vieira Júnior (Examinador, IFCH/UFPA); Prof. Dr. Paulo Sérgio Almeida Corrêa (Examinador, ICED).

sábado, 13 de fevereiro de 2010

No vazio virtual do carnaval uma reflexão sobre a impossibilidade e neutralidade da Educação formal.

Olá caros leitores, parece realmente que este blog voltou com tudo, pelo menos por enquanto. Haha! Antes de publicar esta postagem pensei em deixa-la para amanhã, pois iria fazer duas postagens no mesmo dia, porém o que tenho a mostrar me causou ansiedade de publicar, uma inquietação, só depois de começar a escrever que percebi que hoje é dia 13, e não mais dia 12, é... coisas do carnaval. Pena que tal postagem, tão reflexiva para nós professores, acontece em pleno carnaval, ou melhor, retificando, acontece no vazio virtual do carnaval.

Coloco aqui uma citação do Livro “Educação e lutas de classes”, organizado por Paulino José Orso; et alli. Publicado em 2008 pela Editora Expressão Popular, e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná. Atenção!! do Paraná hein!! A citação encontra-se no artigo Formação de Professores e luta de classes, de Fernando José Martins, professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

O texto me inquietou por fazer referência a um pensamento que já procuro expressar desde o início de minha prática profissional, quando percebo que ainda há na cabeça de pessoas – inclusive alguns professores – a ideia de que não há como fazer uma discussão social-reflexivo-revolucionária em sala de aula, justificando-se na prisão dos conteúdos e modelos curriculares, é o tal do currículo oculto em ação. Eis a citação:

Como articular o amplo debate social com as atividades circunscritas no âmbito da educação formal, ou mais especificamente no âmbito da atuação pedagógica de cada indivíduo? Esse mito da dualidade é o primeiro que deve ser superado. Não há atividade individual desvinculada do processo social. Isso ocorre para mascarar a possibilidade de entendimento claro da categoria coletividade, que é extremamente revolucionária. O mito por trás da dicotomia entre específico e geral, em educação, é o mesmo que dissocia educação de política, advogando que a educação é uma prática social neutra, desvinculada de processos sociais mais amplos. Em suma, a pergunta necessita ser invertida: é possível falar de trabalho educativo sem considerar os condicionantes sociais? É possível ao professor de português ensinar a língua sem considerar o sujeito que a fala, de que modo fala? Ao professor de matemática, a ciência da exatidão, ensinar divisão e não questionar a inexatidão da desigualdade social? Ou ao professor de história ensinar sobre o descobrimento do Brasil e excluir os milhões de habitantes que aqui existem? Enfim, se a ciência é neutra, porque o estrato cientifico ligado ao bem estar de uma classe minoritária ou a ciência bélica se desenvolve com maior eficiência do que as ciências humanas? (MARTINS, 2008)

Prof. Nairo Bentes

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Os técnicos em Educação, sua participação na escola e na luta sindical: a importância para a qualidade do ensino

Nos últimos anos, vem sendo cada vez mais evidente a necessidade de fortalecer o compromisso da escola com uma prática democrática, coletiva e que respeite a diversidade cultural e social. Se isto é uma verdade, outra afirmação também é comum entre a comunidade escolar: o Pedagogo, na condição de mediador do processo educativo, tem fundamental importância na concretização deste pensamento.

Na linha desta ideia, ao pensarmos a realidade escolar paraense, vimos que por muito tempo sofria-se com a carência quantitativa desses profissionais, fato que refletia diretamente na qualidade do ensino, visto que o trabalho coletivo que deveria ser protagonizado pelos pedagogos na escola, ficava em segundo plano.

No último concurso público realizado pelo Governo do Estado para técnicos em educação, houve um aumento de Pedagogos na rede estadual de ensino. No total, somente na capital paraense, cerca de mil profissionais, aprovados no concurso, foram lotados em escolas, Uses, Seduc/sede, além de professores nas diversas disciplinas da rede.

Pensando especificamente a situação dos técnicos em educação, esse novo elemento nos levaria a pensar: podemos esperar uma melhora no processo educacional. Infelizmente, o pós-concurso pintou-se em cores e formas diferentes.

Os Técnicos em Educação, que após o último concurso estadual, teoricamente assumiriam suas funções nas escolas – digo teoricamente, porque o que se percebe, na maioria dos Estabelecimentos de Ensino, é que os Pedagogos, entre outras coisas, ao invés de encabeçarem a concretização de melhores e mais viáveis processos avaliativos, planejamentos e metodologias de ensino, a construção do PPP, enfim, darem apoio pedagógico aos professores e alunos para a melhora no processo de ensino aprendizagem – vêm apenas dando apoio administrativo à Direção das escolas.

Reflexo da histórica falta de investimentos, bem como da ausência de mudanças efetivas no ensino público, sofre-se também com a não nomeação dos concursados e a consequente falta de funcionários. Desta maneira, recorrem-se aos pedagogos para realizarem trabalhos de Assistente Administrativo, de Inspetor, de Porteiro, assistência estudantil, dentre outros.

Com isso, comprometem sua identidade e inibem sua atuação e ação profissional na escola. Até parece que a nomenclatura: “Técnico” veio mesmo para confundir. E o pior é que a SEDUC, sem dar apoio efetivo, ainda tem coragem de cobrar aumento do IDEB nas escolas.

Além de todo esse descompasso, estes trabalhadores, talvez pelo ilusório salário base que recebem, têm seus proventos estagnados, pois não são realinhados de acordo com o ínfimo reajuste do mínimo, o que provoca o temor e a percepção de que com o tempo receberão abaixo do salário mínimo.

Outro aspecto relacionado à situação dos técnicos em educação e valorização da profissão pode ser explicitado na inexistência de repasse do FUNDEB aos servidores lotados na SEDUC/Sede, Ures e Uses. Sem entrar no aspecto da eficiência deste Financiamento para a universalização do ensino básico, este objetiva estender os benefícios do antigo FUNDEF para todos os alunos e profissionais da educação escolar pública.

Assim, de acordo com a Lei do FUNDEB, TODOS os profissionais de educação pública, que atuam nas escolas ou nos órgãos da educação, possuem este direito legalmente garantido, com a efetivação do pagamento sob a responsabilidade do órgão administrador, ou seja, a SEDUC-PA. Contudo, no Estado do Pará este repasse exclui os profissionais que não estejam lotados na Escola. Esta realidade tem que mudar!

Outro tema de fundamental importância é o PCCR. Considerando a abrangência de questões que precisam ser revistas e acrescentadas no referido Plano, destacamos: 1. Explicitar com clareza os impactos da proposta de “equiparação” da profissão docente a fim de impedir prejuízos aos técnicos e professores, oriundos de qual seja o concurso e tempo de exercício profissional; 2. Destacar a competência do trabalho pedagógico, citado como suporte pedagógico, e quais profissionais devem, de fato, exercer essa função; 3. Piso salarial que atenda as históricas perdas salariais, ampliando direitos, e não os reduzindo.

Estes são problemas que devem ser incorporados à agenda de luta de todos os trabalhadores, o SINTEPP, como entidade que representa e organiza as lutas dos profissionais da Educação no nosso Estado, deve se fazer presente. Pois, ao se ausentar do processo de representação das lutas da classe trabalhadora, e especificamente destes profissionais, contribui para a divisão da categoria e até para a criação de novos sindicatos que enfraquecem a luta dos trabalhadores.

Portanto, é preciso a intervenção do SINTEPP, a integração dos trabalhadores da educação e o debate sobre a identidade dos Técnicos em Educação e sua função nas escolas para tornar sua ação mais concreta e efetiva.

CTB a Luta é pra Valer!!!

Prof. Denison Gonçalves

do núcleo sindical de base de Educação de Belém - CTB/PA

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Apenas uma reflexão em quadrinhos...

Após curtos e longos papos sobre deus, desastres, desigualdades, religiões, solidaridade, capitalismo, (capitalismo solidário?), fé... e por aih vai, uma amiga me contou essa reflexão, que teve outro dia e vale para muitos refletirem. Então montei estes quadrinhos. Não reparem na imperfeição, além de não ter talento, fiz rápido. Um abraço!
Nairo Bentes
Clique na imagem para ampliar
"Obrigada pelo emprego novo do papai, pelas minhas notas boas..."
"Senhor, obrigada pelo dia de hoje, foi ótimo, que amanhã seja melhor. Nos proteja meu Deus!" "Será que tem alguem me ouvindo? Hum...." "Ou será que eu tô falando sozinha?" "... Será que sou besta?..."

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Depois da demora, novo layout

Pois bem moçada que acompanha as não-postagens deste blog, mudamos de endereço e de layout, o endereço do blog agora é: www.nairobentes.blogspot.com (DIVULGUEM!!!) e o título é "Educação e Política". As postagens do blog continuarão na mesma linha de assuntos e temáticas, porém é importante serem mais constantes. A nova frente do blog representa um quadro negro, lembrando um ambiente escolar, e a foice e o martelo, fazendo referência ao motor da história: a luta de classes.
Um excelente 2010 a todos e todas!
o/
Nairo Bentes

domingo, 23 de agosto de 2009

Sobre a luta da Associação dos Concursados e o Governo Popular

Essa semana acompanhei as movimentações da Associação dos Concursados do Pará (Asconpa), entidade que luta pela nomeação dos milhares (e não milhões) de trabalhadores que fizeram concurso público no Estado do Pará. Reúnem-se trabalhadores aprovados em diversos Concursos Públicos, Seduc, Sedect, Renato Chaves, Prodepa, e outras Secretarias do Estado. Inicialmente uso as palavras do companheiro, Presidente da Associação, José Emílio Almeida, que diz que, “foi um avanço do Governo Ana Júlia, realizar diversos concursos públicos, porque os governos anteriores nem isso faziam”, e completo dizendo que além desse avanço tivemos outros avanços, na Educação inclusive, com melhorias nas condições de escolas, claro que não podemos esquecer dos conflitos do Governo com os profissionais da Educação, porém isso é um debate bem mais amplo, que envolve, questionamentos sobre categoria, partidos políticos e organização estratégica de mobilização de uma greve. Não vou aqui omitir o restante das palavras do Companheiro Emílio, para não ficar como uma manipulação de informações, Emílio conclui que apesar deste avanço do governo, em promover mais concursos, ele não cumpre com a constituição ao não nomear os aprovados e classificados. Novamente concordo com a afirmação, realmente a legislação deve ser cumprida, e se há concursados para chamar, deve-se demitir os temporários que ocupam ilegalmente os cargos públicos e nomear servidores concursados. Essa semana o movimento teve importantes avanços, garantindo o apoio do Poder Legislativo e Judiciário do Estado. Na Assembleia Legislativa, os Deputados Estaduais votaram por unanimidade, a assinatura de requerimento, destinado a Governadora, exigindo que medidas legais sejam cumpridas. Parabéns aos que estão lutando por seus direitos e pelos direitos dos mais de 8 mil concursados que esperam nomeação.

Não posso deixar de lamentar aqui a postura de cidadãos que aproveitam-se de movimentos como esse, que lutam por justiça, para tirar proveito e desgastar a imagem do Governo Popular, não sou contra posicionamentos de oposição, é até importante as pessoas mostrarem suas posições contrárias, há de se analisar porém, que um Governo é algo muito mais amplo do que aquilo que nos cerca, que nos atinge. Todavia, o que não pode acontecer é cidadãos aproveitarem-se de pessoas que lutam por justiça pra transformar os atos e mobilizações em uma batalha eleitoral. Aos Gritos de: “Ô Ana Júlia, que papelão, perdeu a Copa e vai perder a eleição” solitários militantes pseudo-socialistas tentaram distorcer o objetivo da luta da Associação dos Concursados do Pará. Não que este não possa ser o posicionamento da maioria dos associados, entretanto não é a bandeira da luta da Associação. A única bandeira da associação, e esta que une os trabalhadores, é a luta pela nomeação justa dos cidadãos aprovados em concursos públicos. Posicionamentos de campanha eleitoral devem ser colocados em outro local.

Por fim, gostaria de ratificar o que o Camarada Érico Albuquerque, proferiu em uma reunião com professores da rede pública do Estado, “Não é interesse nosso, da CTB e do Partido Comunista do Brasil, que lutamos pelo socialismo, que o Governo Popular dê errado, se este governo der errado, teremos a volta do PSDB, vamos ter Mário Couto, Jatene...e nós não queremos isso, isso seria um retrocesso na nossa luta, temos sim que fazer que esse governo dê certo, para avançarmos ainda mais, na busca de um governo para o povo”. E sabendo que o PT não faz um governo para o o povo ainda, devemos colaborar na construção de um projeto político que seja continuado, e que não seja interrompido.

Parabéns aos avanços na luta dos concursados, continuarei na luta ao lado de vocês enquanto a bandeira da associação for a justiça e a nomeação dos concursados. E assim como eu, eu sei que há muito outros que sabem o por quê estão lutando.

Um Abraço.

Prof. Nairo Bentes

quinta-feira, 30 de julho de 2009

"Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade"

O tratamento dispensado por parte da chamada grande mídia às organizações do movimento social no Brasil sempre foi o da desqualificação, criminalização e combate aberto. Com a UNE a situação não é diferente, mas houve, no último período, uma elevação no tom maldoso e até inescrupuloso com o qual esses veículos têm tratado a entidade que representa os estudantes universitários brasileiros.A UNE acaba de sair do seu 51º Congresso, um dos mais importantes e o mais representativo da sua história. Mais de 2300 instituições de ensino superior elegeram representantes a este fórum, contabilizando as impressionantes marcas de 92% das instituições envolvidas, mais de 2 milhões de votos nas eleições de base e de 4 milhões e meio de universitários representados.
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Nosso Congresso mobilizou estudantes de todo o país, que por cinco dias debateram o futuro do Brasil – a Popularização da Universidade, Reforma Política, Democratização da Mídia, Defesa do Pré-Sal, etc. Se a imprensa brasileira trabalhasse a favor da democracia, esses assuntos seriam manchete em todos os jornais, rádios e canais de televisão e a disposição da juventude em lutar por um país melhor seria divulgada.
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No entanto, estes veículos nos dedicaram tratamento bem diferente nestas duas últimas semanas. Cumprindo com fidelidade o ensimanento de Goebbels – uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade – a mídia escandalosamente busca subterfúgios para atacar a UNE, taxando-a de governista, vendida, aparelhada e desvirtuada de seus objetivos. Com isso, tenta impor a todos os seus pontos de vista, sem qualquer mediação ou abertura para apresentar o outro lado da notícia.
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Uma destas grosserias tem a ver com o recebimento de patrocínios de empresas públicas por parte da entidade. A UNE nunca recebeu recurso público para aplicá-lo no que bem entendesse. Recebe sim, e isto não se configura em nenhuma irregularidade, apoio para a construção de nossos encontros. Tampouco, estas parcerias comprometeram as posições políticas da entidade. Não nos impediu, por exemplo, de desenvolver uma ampla campanha – com cartazes, debates, passeatas e pronunciamentos – exigindo a demissão de Henrique Meirelles da presidência do Banco Central, que foi indicado por este mesmo governo. Não nos furtamos de apresentar nossas críticas ao MEC por sua conivência ao setor privado da educação, como no caso do boicote que convocamos ao ENADE por dois anos consecutivos.
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Mas, onde estavam os jornais, as TV’s, rádios e revistas para noticiar essas manifestações? Reunimos, em julho de 2007, mais de 20 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios para pedir mudanças na política econômica do governo Lula e nenhuma nota foi publicada ou divulgada sobre isso.Os mesmos jornais que se horrorizam com o fato de termos recebido recursos para reunir 10 mil estudantes de todo o Brasil não parecem incomodados em receberem, eles próprios, um montante considerável de verbas publicitárias do governo federal. Em 2008, as verbas públicas destinadas para as emissoras de televisão foram de R$ 641 milhões, já os jornais receberam quase R$ 135 milhões.
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Ora, por qual razão os patrocínios recebidos pela UNE corrompem nossas ideias enquanto todo este recurso em nada arranha a independência destes veículos? A UNE desafia cada um deles: declarem que de hoje em diante não aceitam um centavo em dinheiro público e faremos o mesmo! De nossa parte temos a certeza que seguiremos nossa trajetória!
Com certeza não teremos resposta. Pois não é esta a questão principal. O que os incomoda e o que eles querem ocultar é a discussão sobre o futuro do Brasil e a opinião dos estudantes.
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Não querem lembrar que durante a década de 90 os estudantes brasileiros – em jornadas ao lado das Centrais Sindicais, do MST e de outros movimentos sociais - saíram às ruas para denunciar as privatizações, o ataque ao direito dos trabalhadores e a ausência de políticas sociais. Que foram essas manifestações que impediram o governo Fernando Henrique Cardoso de privatizar as universidades públicas através da cobrança de mensalidades.
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Não reconhecem que após a eleição do presidente Lula, a UNE manteve e ampliou suas reivindicações. Resultado delas, conquistamos a duplicação das vagas nas universidades públicas, o PROUNI e a inédita rubrica nacional para assistência estudantil, iniciando o enfrentamento ao modelo elitista de universidade predominante no Brasil. Insinuam que a UNE abriu mão de suas bandeiras históricas, mas esquecem que não há bandeira mais importante para a tradição da UNE do que a defesa de uma universidade que esteja a serviço do Brasil e da maioria do nosso povo! Não se conformam com a democracia, com o fato de termos um governo oriundo dos movimentos sociais e que, por esta trajetória, está aberto a ouvir as reivindicações da sociedade.
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A UNE não mudou de postura, o que mudou foi o governo e o Brasil e é isso que os conservadores e a mídia que está a serviço desses setores não admitem. Insistem em dizer que a UNE nasceu para ser ‘do contra’. Rude mentira que em nada nos desviará de nossa missão!
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Saibam que estamos preparados para mais editoriais, artigos, comentários e tendenciosas ‘notícias’. Contra suas pretenções de uma sociedade apática, acrítica e sem poder de contestar os rumos que querem impor ao nosso país, eles enfrentarão a iniciativa criativa e mobilizadora dos estudantes na defesa de um novo Brasil. Há de chegar o dia em que teremos uma comunicação mais justa e equilibrada. A UNE e sua nova diretoria está aqui, firme e a disposição do verdadeiro debate de rumos para o Brasil!
Augusto Chagas
Presidente da UNE*
Artigo originalmente publicado no site da revista Carta Capital

domingo, 28 de junho de 2009

“Ei! São Pedro! Cadê o Menino Jesus?!”

Bom dia Caros Leitores (parece que são milhões!), eu queria escrever sobre o Barack Obama e sua habilidade para matar moscas, ou então na verdade avisar a ele que, se ele mata uma sempre vai outra perturbar em seu lugar como diz(sic) o Grande Raulzito. Mas foi dia 17 que isso aconteceu, já se fazem 10 dias, um blogueiro que se preze, quando comenta sobre acontecimentos, não pode ficar comentando fatos passados, só que todos já estão acostumados, e mesmo que não gostem, este blog não é muito atualizado. Na verdade, eu queria mesmo comentar que tudo ali naquele país vira pensamento de todos em poucos minutos. É um acontecimento político, no Haiti, na Patagônia ou no Marajó. Só pra ver o grau de importância dos caras, o cara mata uma mosquinha e isso vira a notícia do dia no mundo inteiro. Na minha infância, na Ilha do Mosqueiro, uma das minhas diversões, quando não podia sair de casa, era ficar matando moscas. Ninguém deu atenção a isso, tava quase me especializando, só que interrompi a minha qualificação. Se tivesse investido, hoje poderia estar no Pós-Doutorado, nos Estados Unidos, pegando umas dicas com Barack Obama. Olha a moral!! Quinta-feira morreu o Grande Pop Star Michael Jackson (ele adorava dormir com crianças, FDP!). Eu tava trabalhando, e num pequeno intervalo vou à Secretaria da Escola. Aí tem uma professora lá que me fala: Tu nem sabes quem morreu... (com cara de triste). Pergunto: Quem? (já preocupado). Ela diz: O Michael Jackson. Eu: Pow! Foi mermo? Pode Crer! Fui dar aula. (pensei: eu até tentava imitar ele, quando criança, a andar pra trás fingindo que andava pra frente) (Essa é a nossa homenagem ao Grande Pop Star) Agora não param de tocar as músicas do cara. Lá fora, onde dia de domingo só tocava Bregão e Pagodão, agora ta tocando Thriller e Billie Jean. Será que quando o Rei Roberto Carlos morrer vai tocar Mulher de 40 no pagodão? Não. Deve tocar pelo menos Parei na contra mão. Dei aula até 22h, depois saí da Ilha. Chego em casa, como de costume vou fazer minha checada de e-mail, msn, e orkut... Vejo Logo uma piada. Esse pessoal não perde tempo... Sabe qual foi a primeira coisa que o Michael Jackson falou quando chegou no Céu? Resp: Ei! São Pedro, cadê o menino Jesus? Eu ri! Hauahuhua É certo que, pra quem realmente acredita que depois de morrer ainda há alma sem corpo, o Michael iria chegar na porta do Céu, se chegasse, e depois dessa seria mandado a criar os filhotes de Lúcifer. Ou será que se pedisse perdão na hora do juízo final teria o perdão divino? Não sei. Acredito na tese de que não há corpo sem alma, assim como não há alma sem corpo. E que no céu, só tem Nuvem!! Né Maria? “Ei! São Pedro! Cadê o Menino Jesus?!” hauhauhauhahuhua
Boas Férias!
Nairo Bentes

domingo, 7 de junho de 2009

CARTA ABERTA À COMUNIDADE

Os profissionais da Educação do Estado do Pará estão em Greve Geral desde o dia 6 de maio, quando também professores da Escola Estadual Abelardo Leão Conduru paralisaram suas atividades para reivindicar junto ao Governo do Estado um Reajuste Salarial digno e condizente com o reajuste do salário mínimo e às necessidades dos profissionais da Educação, incluindo professores, técnicos, administrativos, serventes, merendeiras, porteiros, etc, enfim todos os funcionários da rede pública estadual de ensino. Além das melhorias salariais, reivindicamos também mais infra-estrutura nas escolas da rede estadual, que hoje estão em sua maior parte sucateadas, sem condições de se realizar o processo de aprendizagem, em Mosqueiro, na nossa Escola Abelardo Conduru, apesar de no passado ter ocorrido uma reforma que, diga-se de passagem, prejudicou todo o ano letivo, ainda não contamos com uma boa estrutura para realização de nossas aulas, com salas de aula que, sem ventilação, não têm condições para o Professor realizar seu trabalho, e para o aluno realizar seu aprendizado.Hoje, dia 08 de junho de 2009, depois de realizarmos diversas reuniões entre os professores da Escola, DECIDIMOS, afim de não comprometer ainda mais o andamento do ano letivo, mesmo ainda sem ter conquistado as reivindicações almejadas, e ter nosso salário achatado ao nível do salário mínimo, RETORNAR AS NOSSAS ATIVIDADES NA ESCOLA, sem claro deixar de lutar por melhorias na qualidade da Educação Pública, e sem deixar de lutar por dignidade realmente no tratamento do Governo do Estado com a Educação, que para nós é mais importante que qualquer outra Luta. Portanto caros alunos, e Comunidade em geral que cerca a Escola Abelardo Leão Conduru, reafirmamos nosso compromisso maior com esta comunidade escolar. Assinam a Carta: Professores da Escola Abelardo Leão Conduru
A educação é a principal base
para que se possa construir
uma sociedade democrática
e socialmente justa. 08 de junho de 2009
Prof. Nairo Bentes