sábado, 29 de outubro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
#ArnaldoJaborRacista?
Ontem, em um longo papo no msn,
conversei com um amigo sobre os últimos acontecimentos políticos. Não vou
entrar em detalhes da nossa conversa. Foi longa! Ele me disse que as pessoas
defensoras de Orlando Silva respondiam com agressividade quando questionadas
sobre o suposto desvio de recursos públicos.
É meu amigo. Infelizmente algumas
pessoas não conseguem dialogar. Pergunta-se: porque o Orlando saiu mesmo não
sendo culpado (segundo ele próprio e o PCdoB)? Resp: Saiu pois, se culpado ou
inocente, é melhor que as investigações ocorram sem desgaste do Governo Dilma. É
uma estratégia política. Mesmo se sabendo inocente, Orlando e o PCdoB inteiro,
sabem que se ele continuasse como ministro só prejudicaria a imagem do Governo
perante a sociedade. Ah! E do partido também.
Então, afasta o cara que é
melhor. Se ele for inocente... que prove isso aí fora.
Eu estava tuitando numa boa
agora, e vi a hastag – é assim que se escreve? hastag – #ArnaldoJaborRacista. E
fui ver do que se tratava, a fonte que utilizei foi o site do Vermelho na matéria intitulada “Jabor destila racismo contra Orlando e é rechaçado noTwitter”.
Então vi, que além de ter falado
mal da UNE e do PCdoB, Jabor proferiu, na Rádio CBN, a expressão: "Amigos ouvintes, finalmente, o
Orlando Silva caiu do galho”. Depois
dessa declaração o comentarista caiu na “boca do Twitter” e o #ArnaldoJaborRacista
bombou nas redes sociais!!
Caros leitores, venho lhes dizer, não tenho simpatia alguma por Arnaldo Jabor. Na verdade, às vezes eu até acho ele engraçado, acho até que ele poderia sair do Jornal Nacional e fazer parte do Zorra Total, fazendo uma dupla com a Dilmaquinista. Enfim, também não tenho nada contra o cara.
Porém, ao contrário de muitos,
não vi racismo nas palavras dele. A expressão “cada macaco no seu galho” é
usada sem fazer referência nenhuma à questão racial, e assim foi a forma como
Arnaldo Jabor a usou...
"Égua, Nairo! Estás defendendo o
Arnaldo Jabor, cara?"
Não, caros leitores, apenas
mostrando meu entendimento. Cada ministro está num galho, e o Orlando Silva
caiu do dele. A referência que Jabor fez, foi em analogia ao ditado popular, e
não querendo se referir à cor do ministro. Todavia, nesse momento de efervescência política,
cada um entende o que é melhor pra retrucar.
Falando sobre racismo, às vezes, a
mesma palavra pode ser ou não racista. Vejam como exemplo um amigo falando
pro outro:
- Fale meu preto! Como estás?
Em outra situação se o amigo
tivesse mordido poderia falar assim:
- Seu preto fedido! Você me paga!
Ou seja, na primeira situação foi
usado o termo “preto” sem racismo. Já na segunda situação, há uma dose grande
de racismo. Concordam?
Assim o Jabor, tá lá no galho
dele, com gente torcendo pra ele cair de lá.
Um grande abraço!
Prof. Nairo Bentes
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Greve, plebiscito, eleições 2012, Educação e PIB, Orlando Silva e PCdoB
É
impressionante, mas ultimamente tenho deparado-me com uma imensa hesitação em
escrever. Há diversos fatos que eu gostaria de comentar, mas não comento. Na
verdade, até escrevo, só que não gosto quando leio. Então não publica-se.
Tenho algo a
dizer sobre a greve, sobre o plebiscito de divisão do Estado, sobre as eleições
2012, sobre Educação, sobre a matemática... e o Ministro Orlando Silva.
Então eu vou
deixando passar: “Ah! Depois eu escrevo, depois eu escrevo...” Até o tema sair
do interesse das pessoas e se resolver, que acabo por não postar no blog.
A greve
continua, este é um ponto. Já são trinta dias e nada do governo arredar. Esse
ano não tem discussão, quem não paga o piso é fora da lei. Os alunos são
prejudicados? Resp: São! Mas a responsabilidade é do Governo Estadual, hoje,
tendo sua figura máxima de representação o Simão Jatene.
Sobre a Divisão
do Pará, creio que os que defendem que ele continue unido têm mais certeza do
que estão falando. É, por enquanto, sobre esse assunto, tô que nem a Dilma
durante a campanha de 2010, eu apenas “acho”!
Sobre as
eleições 2012, apenas adianto que minha participação política deverá se dar
apenas em âmbito majoritário. Edmílson Rodrigues e Jorge Panzera são os
pré-candidatos da esquerda que me agradam à priori.
Sobre Educação,
além da discussão do PISO NACIONAL, merece referência a campanha pelo 10% do
PIB na Educação. Só por curiosidade, antes de discutir sua importância, sua
necessidade e nossa luta por essa bandeira, podemos nos indagar como começou
essa campanha, na UNE ou na fala de Amanda Gurgel no Domingão do Faustão?
Sobre
Matemática, tô devendo postagens na “Área do Aluno” do blog. Vou trabalhar
nisso.
E sobre o
Orlando Silva...? Bom, caros leitores, não vou postar aqui para fazer uma
análise sobre as denúncias, calúnias, provas ou comprovações quaisquer,
tampouco para dizer #SouOrlandoSouBrasil ou #OrlandoToContigo. Para ver os
pontos de vistas sobre esse assunto acessem o site da VEJA, do VERMELHO, da
FOLHA e o BLOG do MIRO. Quando comecei a escrever este texto o Orlando ainda
era Ministro, agora não mais.
Sobre essa
celeuma, quero apenas fazer uma crítica reflexiva a respeito de um ponto: A
revista Veja diz que o PM João Dias é um militante do Partido Comunista do Brasil.
O PCdoB diz que ele não é militante do partido, nem sequer filiado, que é um
caluniador, e que ele sim, fez mal uso do dinheiro público e deve milhões para
a União. O PCdoB entende que João Dias pelas mãos do PIG está causando isso
tudo, e admite: ele apenas se filiou para ser candidato em 2006 a deputado
distrital, e logo em seguida saiu do partido.
A reflexão que
faço é: só é possível a entrada de pessoas dessa índole no PCdoB, como o PM
João Dias, em virtude dessa abertura política que o partido vive atualmente. No
Brasil todo, inclusive no Pará, existem pessoas que ingressam no Partido
Comunista do Brasil, apenas para pleitear uma vaga no parlamento, e aí, caros
camaradas, não se pode garantir que todos sejam honestos e de boa índole. Cada
um que ingressa com interesses pessoais e eleitoreiros, vêm com seus ideais e
com a força particular de sua carne.
Um grande
abraço e excelente semana a todos!
Prof. Nairo
Bentes
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Com demora, mas em reflexão ao dia 15 de outubro...
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
- “Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito,
porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de
justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque
eles…”
Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar no caderno?
- É pra copiar no caderno?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem
ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos?
Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos?
Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da Provinha Brasil, da Prova Brasil e demais testes e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.
E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor efetivo…
- Quero ver as avaliações da Provinha Brasil, da Prova Brasil e demais testes e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.
E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor efetivo…
Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir
aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o
fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. Pensou em pegar um
empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e montar uma
padaria…
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor… Seu coração de educador se enterneceu e Ele continuou…
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor… Seu coração de educador se enterneceu e Ele continuou…
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Quem, melhor que os oprimidos?
“Quem, melhor que os oprimidos, se encontrará preparado para entender o significado terrível de uma sociedade opressora? Quem sentirá, melhor que eles, os efeitos da opressão? Quem, mais que eles, para ir compreendendo a necessidade da libertação?
Libertação que não chegará pelo acaso, mas pela práxis de sua busca, pelo conhecimento e reconhecimento da necessidade de lutar por ela.
Luta que, pela finalidade que lhe derem os oprimidos, será um ato de amor, com o qual se oporão ao desamor contido na violência dos opressores, até mesmo quando revestida da falsa generosidade”.
(Paulo Freire)
Libertação que não chegará pelo acaso, mas pela práxis de sua busca, pelo conhecimento e reconhecimento da necessidade de lutar por ela.
Luta que, pela finalidade que lhe derem os oprimidos, será um ato de amor, com o qual se oporão ao desamor contido na violência dos opressores, até mesmo quando revestida da falsa generosidade”.
(Paulo Freire)
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Isso aqui é Rock'n'roll!!!
Como diz na própria capa do Blog: Aqui tem Educação, Política, Samba e Rock'n'roll!
E isso aqui é Rock'n'roll!!!
Alguém discorda?
Um grande abraço e um bom fim de semana aos leitores do blog!!
Nairo Bentes
E isso aqui é Rock'n'roll!!!
Alguém discorda?
Um grande abraço e um bom fim de semana aos leitores do blog!!
Nairo Bentes
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
A Defesa e os Sonhos!
Boa tarde caros leitores!!!!
Daqui a pouco, as 17h, será a minha defesa de Dissertação de Mestrado, como vocês observaram na postagem anterior! ;)
Só vim aqui, rápido, pra contar duas histórias pra vocês. Dois sonhos. Aconteceram de um mês pra cá. Sonhei com o dia da minha defesa.
No primeiro, sonhei que após a defesa, meu orientador e meu ex-orientador tinham uma conversa amistosa sobre meu trabalho. O atual dizia pro ex:
A professora do próprio Instituto de Educação, após eu terminar a minha explanação, começou suas considerações sobre o trabalho afirmando:
Um grande abraço!
Espero todos!!!
Nairo Bentes
Daqui a pouco, as 17h, será a minha defesa de Dissertação de Mestrado, como vocês observaram na postagem anterior! ;)
Só vim aqui, rápido, pra contar duas histórias pra vocês. Dois sonhos. Aconteceram de um mês pra cá. Sonhei com o dia da minha defesa.
No primeiro, sonhei que após a defesa, meu orientador e meu ex-orientador tinham uma conversa amistosa sobre meu trabalho. O atual dizia pro ex:
- Estás vendo, o trabalho do rapaz foi muito bom! E tu não quizeste acompanhar até o final. Perdeste!O outro dizia:
- É, foi muito bom mesmo, mas eu achei que ele iria se desenvolver melhor contigo orientando. Ele é muito bom mesmo!No outro sonho, uns dez dias atrás, sonhei com o momento imediato após minha apresentação, as considerações da banca.
A professora do próprio Instituto de Educação, após eu terminar a minha explanação, começou suas considerações sobre o trabalho afirmando:
- Nairo, eu não tenho mais nada a dizer sobre o seu trabalho, além de dizer que ele está Excelente!!!No sonho, quando eu ouvi isso, fiquei pensando:
- É verdade professora! =DRespeite a autoconfiança do rapaz nestes sonhos né galera?! hehehehe
Um grande abraço!
Espero todos!!!
Nairo Bentes
sábado, 6 de agosto de 2011
Todos os leitores e amigos convidados!!!
CONVITE
DEFESA DE DISSERTAÇÃO
Mestrando: NAIRO BENTES DE MELO
Orientador: Profº. Dr. Genylton Odilon Rêgo da Rocha
Título da Dissertação:
“RESERVA DE VAGAS NO ENSINO SUPERIOR: O PROCESSO DE IMPLEMENTAÇÃO DE COTAS NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ”
Data: 08/08/2011
Hora: 17h
Local: Sala de Defesa do Instituto de Ciências da Educação - UFPA
Banca:
Profº. Dr. Genylton Odilon Rêgo da Rocha (Presidente - ICED/UFPA)
Profº.Dr. Cesar Augusto Castro (Examinador – UFMA)
Prof.ª Dr.ª Josenilda Maria Maués da Silva (Examinadora –ICED/UFPA)
Profª.Drª. Maria Antônia Cardoso Nascimento (Examinadora - UFPA)
domingo, 24 de julho de 2011
"Que a vida como conhecemos seja apenas, no futuro, a letra de um samba triste"
Mais um texto do meu amigo Felipov. Retirado do Blog eu-lírico da tabacaria.
Um bom domingo.
Nairo Bentes
A vida vem se definindo. Ao meu redor, vejo a vida se definindo. Encaminhando-se. Vejo a vida se concretizar. A vida se movimentando. De tal modo, que, em alguma medida, isso me assusta. Pois, apenas, observo. E nada faço. Nada mais interventivo e efetivo. Tenho pensando muito esses tempos sobre questões da existência. E não sei o que fazer. Essa desorientação me atordoa. E a vida vai se definindo. E eu parado. Inerte e inútil. Saio nas ruas e sinto o pulsar dos transeuntes, dos carros, do barulho, do calor. O suor que escorre no meu rosto. O sol queimando. A sede. O arrependimento de ter saido de casa. As pessoas que esbarram e não pedem desculpa. Nem por favor e obrigado. É muito embrutecimento. As ruas fedem a medo e alegria. Ando com receio de ser assaltado e perder a vida. Vejo as pessoas lerem jornais nas páginas policiais. Não interessa a política econômica do governo e os seus reflexos no feijão de todo dia. A inflação. O aumento dos impostos. A violência é mais importante. Quantos morreram, facada, sangue. Bandido bom é bandido morto. É um espetáculo de carnificina, escrita e televisionada. A morte é audiência do dia. O dinheiro me falta. E eu, infelizmente, preciso dele. O aluguel atrasado, contas por pagar. Ou pensas que para eu estar aqui pensando e reclamando é barato. É caro. E degrada o ambiente. Tudo é degradante, ofensivo e pernicioso. A politica é risível de tão escandalosamente absurda. Com os rendimentos de um deputado, tiraríamos muitas crianças da miséria. Com o dinheiro da corrupção, aposentados, professores e todos aqueles que vivem de salário conseguiriam ter uma vida digna. Dignidade tornou-se algo de classe, apenas destinada aos abastados e bem nascidos. A justiça tornou-se uma mercadoria. A democracia agora é plutocrática. A cidadania é a obrigação de comparecer nas urnas, votar nos próximos usurpadores. A descrença me invade. Por conta da razão. O intelecto me faz pessimista. No entanto, tenho uma esperança. A esperança equilibrista de que o extraordinário torne-se cotidiano. Que a vida se defina pela fraternidade, liberdade e igualdade - reais, amplas e irrestritas, e não, abstratas e formais como fora na Revolução Francesa. Que a vida como conhecemos seja apenas, no futuro, a letra de um samba triste, que passou e não deixou saudade. Que passou. Que passará. Que se definirá. Vida futura nos te definiremos mais humana e plena.
(Felipov)
sábado, 23 de julho de 2011
De cinco anos pra cá, o que mudou?
Por Nairo Bentes
E então Professor, o que mudou nesses cinco anos desse post? A Revolução aconteceu? E os atores mudaram? Ou estás esperando que "Se Deus quiser, a educação neste país vai..." (C.S.)
Na última quarta-feira publiquei um texto no blog que foi escrito em 2006. Eu nem esperava, mas a principal reação de alguns leitores foi indagar se de lá pra cá alguma coisa mudou, ou melhor, o que mudou de lá pra cá, já que com certeza alguma coisa mudou.
O comentário em destaque acima, feito pelo meu amigo Carlos Sacramenta, apenas representa o que vários outros leitores perguntaram pelo msn. Importante frisar logo de início, que o texto – no qual simulo um diálogo com Deus – foi escrito em um momento de tomada de consciência. Ora,
Será necessária uma grande perspicácia para compreender que as ideias, os conceitos e as noções dos homens – numa palavra, sua consciência – se modificam com toda modificação sobrevinda em suas condições de vida, em suas relações sociais, em sua existência social? (MARX & ENGELS, 2009, p. 79)
Como pensa Marx, a tomada de consciência do homem pode libertá-lo da passividade, possibilitando uma ação revolucionária capaz de transformar a sociedade. (OLIVEIRA & FEREIRA, 2011). Eu, realmente, fui militante estudantil e participei de congresso da UNE desde 2003. Mas afirmo que somente em 2006 tomei consciência do meu papel e minha posição nas relações de classe.
O texto mostra também, sutilmente, uma ruptura com o dogmatismo religioso. Quando mostra que a partir daquele momento Deus se ausenta e não dá soluções para os problemas enfrentados e para as diferenças existentes entre as escolas das mulheres de branco (Privadas), as escolas públicas, e as Escolas azuis (Universidades). Como disseram Marx & Engels (2009), a religião é um dos tantos convencionalismos, atrás dos quais se escondem outros tantos interesses burgueses. Isso já responde uma das indagações.
Refletindo agora às outras indagações dos leitores, o que mudou sobre as afirmações que o texto traz?
Realmente o sistema escolar é viciante, existem cânceres como o exemplo que dei, onde os professores fingem que ensinam, os alunos fingem que aprendem, e os professores fingem que acreditam. De lá pra cá, a revolução não aconteceu. Eu, sinceramente, não meço esforços para que a cada dia alunos e professores tomem consciência de que nós cumprimos um papel importante, capaz de mudar esse vício, de curar esse câncer.
De lá pra cá o que mudou? Acho que na época estava tão espantado e revoltado de como funcionava o sistema, que chegava a colocar a culpa integral nos meus colegas professores, como se eu não fizesse parte disso. O que mudou foi que agora enxergo os outros vários fatores que devem ser combatidos para acabar com esse vício, não só a tomada de consciência em si. Como por exemplo, a implantação de políticas públicas destinadas à educação, juventude e trabalhadores, nos seus mais diversos alcances: merenda escolar, valorização profissional, compreensão sobre o papel da escola, primeiro emprego, etc.
REFERÊNCIAS
MARX, K. ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. (Texto Integral). 2.ed. São Paulo: Editora Escala, 2009. (Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal). Tradução de: Antônio Carlos Braga.
BENTES, N. Eu aprendo a fingir... Blog do Prof. Nairo Bentes, 2011. Disponível em: .
OLIVEIRA, F. B. FERREIRA H. S. C. A. Desigualdade Social. 2011. Acesso em: 23 de jul. de 2011. Disponível em: <http://www.webartigos.com/articles/58631/1/DESIGUALDADE-SOCIAL/pagina1.html>.
Assinar:
Comentários (Atom)
