quarta-feira, 21 de abril de 2010
Campanha Subliminar?
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Aí o tempo voa...
quinta-feira, 1 de abril de 2010
E tu cara...? acreditas mesmo nessa história de Socialismo?

Saudações caros leitores e leitoras ;) eu sempre demoro pra escrever, mas há tantas outras prioridades nessa vida de estudante e trabalhador, que algumas não são feitas.
Sabe aqueles finais de semana que tiramos para conversar, descansar e bater bons papos ao lado de pessoas agradáveis? Longe de trabalho e de preocupações... para tomar um vinho, uma cerveja, ou, pra quem prefere, um guaraná antártica ou um suco de laranja.
Eu tava na casa de um casal de amigos, sábado à noite, comendo pizza e tomando cerveja. Ah! e ouvindo música boa, Raul, Pedra Letícia, Stereoscope ou Nilson Chaves. Nem lembro, tanto faz...
Estávamos no início (...) no meio (...) ou quem sabe no final da noite. Na verdade quando a noite é boa, não tem início, nem meio, nem fim. É uma coisa só, define-se somente o antes, o durante, e o depois da festa, que é o dia da ressaca. Ou, como diz sempre, às segundas-feiras, Edgar Augusto: “Dia Internacional da água gelada”.
Enfim, em meio a variados papos e copos, sobre família, casamentos, bicicletas, trabalho, mestrado, política, partidos.... Meu amigo pergunta, após conversarmos sobre questões de militância política: “E tu cara? Acredita mesmo nessa história de socialismo?”
Confesso que fiquei por alguns poucos segundos somente olhando, e pensando, é... “não podemos querer que todos acreditem na possibilidade de socialismo”. E naquela fração de segundos refleti (o que é fato): [o socialismo não será construído apenas com as pessoas que lutam por ele, a sociedade socialista é, ou será, composta e formada por todos àqueles que são a sociedade. Todos nós.]
Mas respondi pra ele, e até pensei em responder daquele jeito: “Claro que acredito, achas que vou ficar lutando sem acreditar?”
Mas, eu disse: “Cara... se eu acredito que é possível o socialismo...? Acredito ser possível que a gente viva numa sociedade em que mais pessoas tenham mais espaços, que não exista tanta desigualdade, entre pessoas que tem tudo, e pessoas que não tem nada, nem lugar para dormir. Acredito que é possível construir uma sociedade igualitária, que é possível eleger governos e partidos mais comprometidos com o povo. Que é possível que o povo tenha Educação e escolas públicas de qualidade. Acredito na luta dos movimentos sociais. Eu acredito no Socialismo, numa sociedade sem classes, isso é o Socialismo, e nisso eu acredito. Acredito na construção do Socialismo, e que, ele, não se constrói num “estalar de dedos”, mas através de muita luta e por momentos de transição, até chegar ao momento da ruptura com este sistema atual.”
quarta-feira, 17 de março de 2010
Discutindo Educação na Universidade
sábado, 13 de março de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
No vazio virtual do carnaval uma reflexão sobre a impossibilidade e neutralidade da Educação formal.
Olá caros leitores, parece realmente que este blog voltou com tudo, pelo menos por enquanto. Haha! Antes de publicar esta postagem pensei em deixa-la para amanhã, pois iria fazer duas postagens no mesmo dia, porém o que tenho a mostrar me causou ansiedade de publicar, uma inquietação, só depois de começar a escrever que percebi que hoje é dia 13, e não mais dia 12, é... coisas do carnaval. Pena que tal postagem, tão reflexiva para nós professores, acontece em pleno carnaval, ou melhor, retificando, acontece no vazio virtual do carnaval.
Coloco aqui uma citação do Livro “Educação e lutas de classes”, organizado por Paulino José Orso; et alli. Publicado em 2008 pela Editora Expressão Popular, e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná. Atenção!! do Paraná hein!! A citação encontra-se no artigo Formação de Professores e luta de classes, de Fernando José Martins, professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
O texto me inquietou por fazer referência a um pensamento que já procuro expressar desde o início de minha prática profissional, quando percebo que ainda há na cabeça de pessoas – inclusive alguns professores – a ideia de que não há como fazer uma discussão social-reflexivo-revolucionária em sala de aula, justificando-se na prisão dos conteúdos e modelos curriculares, é o tal do currículo oculto em ação. Eis a citação:
Como articular o amplo debate social com as atividades circunscritas no âmbito da educação formal, ou mais especificamente no âmbito da atuação pedagógica de cada indivíduo? Esse mito da dualidade é o primeiro que deve ser superado. Não há atividade individual desvinculada do processo social. Isso ocorre para mascarar a possibilidade de entendimento claro da categoria coletividade, que é extremamente revolucionária. O mito por trás da dicotomia entre específico e geral, em educação, é o mesmo que dissocia educação de política, advogando que a educação é uma prática social neutra, desvinculada de processos sociais mais amplos. Em suma, a pergunta necessita ser invertida: é possível falar de trabalho educativo sem considerar os condicionantes sociais? É possível ao professor de português ensinar a língua sem considerar o sujeito que a fala, de que modo fala? Ao professor de matemática, a ciência da exatidão, ensinar divisão e não questionar a inexatidão da desigualdade social? Ou ao professor de história ensinar sobre o descobrimento do Brasil e excluir os milhões de habitantes que aqui existem? Enfim, se a ciência é neutra, porque o estrato cientifico ligado ao bem estar de uma classe minoritária ou a ciência bélica se desenvolve com maior eficiência do que as ciências humanas? (MARTINS, 2008)
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Os técnicos em Educação, sua participação na escola e na luta sindical: a importância para a qualidade do ensino
Nos últimos anos, vem sendo cada vez mais evidente a necessidade de fortalecer o compromisso da escola com uma prática democrática, coletiva e que respeite a diversidade cultural e social. Se isto é uma verdade, outra afirmação também é comum entre a comunidade escolar: o Pedagogo, na condição de mediador do processo educativo, tem fundamental importância na concretização deste pensamento.
Na linha desta ideia, ao pensarmos a realidade escolar paraense, vimos que por muito tempo sofria-se com a carência quantitativa desses profissionais, fato que refletia diretamente na qualidade do ensino, visto que o trabalho coletivo que deveria ser protagonizado pelos pedagogos na escola, ficava em segundo plano.
No último concurso público realizado pelo Governo do Estado para técnicos em educação, houve um aumento de Pedagogos na rede estadual de ensino. No total, somente na capital paraense, cerca de mil profissionais, aprovados no concurso, foram lotados em escolas, Uses, Seduc/sede, além de professores nas diversas disciplinas da rede.
Pensando especificamente a situação dos técnicos em educação, esse novo elemento nos levaria a pensar: podemos esperar uma melhora no processo educacional. Infelizmente, o pós-concurso pintou-se em cores e formas diferentes.
Os Técnicos em Educação, que após o último concurso estadual, teoricamente assumiriam suas funções nas escolas – digo teoricamente, porque o que se percebe, na maioria dos Estabelecimentos de Ensino, é que os Pedagogos, entre outras coisas, ao invés de encabeçarem a concretização de melhores e mais viáveis processos avaliativos, planejamentos e metodologias de ensino, a construção do PPP, enfim, darem apoio pedagógico aos professores e alunos para a melhora no processo de ensino aprendizagem – vêm apenas dando apoio administrativo à Direção das escolas.
Reflexo da histórica falta de investimentos, bem como da ausência de mudanças efetivas no ensino público, sofre-se também com a não nomeação dos concursados e a consequente falta de funcionários. Desta maneira, recorrem-se aos pedagogos para realizarem trabalhos de Assistente Administrativo, de Inspetor, de Porteiro, assistência estudantil, dentre outros.
Com isso, comprometem sua identidade e inibem sua atuação e ação profissional na escola. Até parece que a nomenclatura: “Técnico” veio mesmo para confundir. E o pior é que a SEDUC, sem dar apoio efetivo, ainda tem coragem de cobrar aumento do IDEB nas escolas.
Além de todo esse descompasso, estes trabalhadores, talvez pelo ilusório salário base que recebem, têm seus proventos estagnados, pois não são realinhados de acordo com o ínfimo reajuste do mínimo, o que provoca o temor e a percepção de que com o tempo receberão abaixo do salário mínimo.
Outro aspecto relacionado à situação dos técnicos em educação e valorização da profissão pode ser explicitado na inexistência de repasse do FUNDEB aos servidores lotados na SEDUC/Sede, Ures e Uses. Sem entrar no aspecto da eficiência deste Financiamento para a universalização do ensino básico, este objetiva estender os benefícios do antigo FUNDEF para todos os alunos e profissionais da educação escolar pública.
Assim, de acordo com a Lei do FUNDEB, TODOS os profissionais de educação pública, que atuam nas escolas ou nos órgãos da educação, possuem este direito legalmente garantido, com a efetivação do pagamento sob a responsabilidade do órgão administrador, ou seja, a SEDUC-PA. Contudo, no Estado do Pará este repasse exclui os profissionais que não estejam lotados na Escola. Esta realidade tem que mudar!
Outro tema de fundamental importância é o PCCR. Considerando a abrangência de questões que precisam ser revistas e acrescentadas no referido Plano, destacamos: 1. Explicitar com clareza os impactos da proposta de “equiparação” da profissão docente a fim de impedir prejuízos aos técnicos e professores, oriundos de qual seja o concurso e tempo de exercício profissional; 2. Destacar a competência do trabalho pedagógico, citado como suporte pedagógico, e quais profissionais devem, de fato, exercer essa função; 3. Piso salarial que atenda as históricas perdas salariais, ampliando direitos, e não os reduzindo.
Estes são problemas que devem ser incorporados à agenda de luta de todos os trabalhadores, o SINTEPP, como entidade que representa e organiza as lutas dos profissionais da Educação no nosso Estado, deve se fazer presente. Pois, ao se ausentar do processo de representação das lutas da classe trabalhadora, e especificamente destes profissionais, contribui para a divisão da categoria e até para a criação de novos sindicatos que enfraquecem a luta dos trabalhadores.
Portanto, é preciso a intervenção do SINTEPP, a integração dos trabalhadores da educação e o debate sobre a identidade dos Técnicos em Educação e sua função nas escolas para tornar sua ação mais concreta e efetiva.
CTB a Luta é pra Valer!!!
Prof. Denison Gonçalves
do núcleo sindical de base de Educação de Belém - CTB/PA
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Apenas uma reflexão em quadrinhos...
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Depois da demora, novo layout
domingo, 23 de agosto de 2009
Sobre a luta da Associação dos Concursados e o Governo Popular
Essa semana acompanhei as movimentações da Associação dos Concursados do Pará (Asconpa), entidade que luta pela nomeação dos milhares (e não milhões) de trabalhadores que fizeram concurso público no Estado do Pará. Reúnem-se trabalhadores aprovados em diversos Concursos Públicos, Seduc, Sedect, Renato Chaves, Prodepa, e outras Secretarias do Estado. Inicialmente uso as palavras do companheiro, Presidente da Associação, José Emílio Almeida, que diz que, “foi um avanço do Governo Ana Júlia, realizar diversos concursos públicos, porque os governos anteriores nem isso faziam”, e completo dizendo que além desse avanço tivemos outros avanços, na Educação inclusive, com melhorias nas condições de escolas, claro que não podemos esquecer dos conflitos do Governo com os profissionais da Educação, porém isso é um debate bem mais amplo, que envolve, questionamentos sobre categoria, partidos políticos e organização estratégica de mobilização de uma greve. Não vou aqui omitir o restante das palavras do Companheiro Emílio, para não ficar como uma manipulação de informações, Emílio conclui que apesar deste avanço do governo, em promover mais concursos, ele não cumpre com a constituição ao não nomear os aprovados e classificados. Novamente concordo com a afirmação, realmente a legislação deve ser cumprida, e se há concursados para chamar, deve-se demitir os temporários que ocupam ilegalmente os cargos públicos e nomear servidores concursados. Essa semana o movimento teve importantes avanços, garantindo o apoio do Poder Legislativo e Judiciário do Estado. Na Assembleia Legislativa, os Deputados Estaduais votaram por unanimidade, a assinatura de requerimento, destinado a Governadora, exigindo que medidas legais sejam cumpridas. Parabéns aos que estão lutando por seus direitos e pelos direitos dos mais de 8 mil concursados que esperam nomeação.
Não posso deixar de lamentar aqui a postura de cidadãos que aproveitam-se de movimentos como esse, que lutam por justiça, para tirar proveito e desgastar a imagem do Governo Popular, não sou contra posicionamentos de oposição, é até importante as pessoas mostrarem suas posições contrárias, há de se analisar porém, que um Governo é algo muito mais amplo do que aquilo que nos cerca, que nos atinge. Todavia, o que não pode acontecer é cidadãos aproveitarem-se de pessoas que lutam por justiça pra transformar os atos e mobilizações em uma batalha eleitoral. Aos Gritos de: “Ô Ana Júlia, que papelão, perdeu a Copa e vai perder a eleição” solitários militantes pseudo-socialistas tentaram distorcer o objetivo da luta da Associação dos Concursados do Pará. Não que este não possa ser o posicionamento da maioria dos associados, entretanto não é a bandeira da luta da Associação. A única bandeira da associação, e esta que une os trabalhadores, é a luta pela nomeação justa dos cidadãos aprovados em concursos públicos. Posicionamentos de campanha eleitoral devem ser colocados em outro local.
Por fim, gostaria de ratificar o que o Camarada Érico Albuquerque, proferiu em uma reunião com professores da rede pública do Estado, “Não é interesse nosso, da CTB e do Partido Comunista do Brasil, que lutamos pelo socialismo, que o Governo Popular dê errado, se este governo der errado, teremos a volta do PSDB, vamos ter Mário Couto, Jatene...e nós não queremos isso, isso seria um retrocesso na nossa luta, temos sim que fazer que esse governo dê certo, para avançarmos ainda mais, na busca de um governo para o povo”. E sabendo que o PT não faz um governo para o o povo ainda, devemos colaborar na construção de um projeto político que seja continuado, e que não seja interrompido.
Parabéns aos avanços na luta dos concursados, continuarei na luta ao lado de vocês enquanto a bandeira da associação for a justiça e a nomeação dos concursados. E assim como eu, eu sei que há muito outros que sabem o por quê estão lutando.
Um Abraço.
Prof. Nairo Bentes


